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Ano Inesiano PDF Versão para impressão Enviar por E-mail

Em 2005 passaram 650 anos desde a morte de Inês de Castro. Ao longo desse ano, Alcobaça, Coimbra e Montemor-o-Velho foram envolvidas num movimento cultural que se assumiu como uma capital de cultura itinerante, em que Lisboa teve também o seu lugar. Para o efeito, foi criada a Associação Amigos de D. Pedro e D. Inês, resultando da parceria do Ministério da Cultura, da Quinta das Lágrimas e das Câmaras Municipais de Alcobaça, Coimbra e Montemor-o-Velho –  juntando assim o poder central, o poder local e a iniciativa privada – para além de terem sido estabelecidas relações com outras instituições nacionais e estrangeiras.

Estas Comemorações tiveram José Miguel Júdice como Comissário-Geral e Jorge Pereira de Sampaio (IPPAR) como Programador-Geral e foram financiadas maioritariamente pelo Ministério da Cultura, com especial incidência no POC, pelas três Câmaras Municipais, pela Quinta das Lágrimas e tiveram o patrocínio exclusivo da EDP.

Levaram-se a cabo mais de oitenta eventos envolvendo várias centenas de agentes culturais portugueses e estrangeiros.  Alguns dos principais nomes da Cultura Portuguesa estiveram ligados a estas Comemorações não se tendo, contudo, ignorado os agentes culturais locais.

Os principais lugares históricos ligados a Pedro e Inês – a Quinta das Lágrimas, o Mosteiro de Santa Clara e o Mosteiro de Alcobaça – foram palco de exposições, espectáculos e outros eventos que trouxeram novos públicos e evidenciaram o diálogo entre artes várias e épocas distintas, acompanhando o compasso dos tempos em mútua interferência. A par, também o Cine-Teatro de Alcobaça, o Teatro Ester de Carvalho em Montemor-o-Velho e o Teatro da Cerca de S. Bernardo e o Teatro Académico Gil Vicente em Coimbra, todos como importantes locais de difusão cultural.

As intervenções brasileiras ao longo destas Comemorações – ao nível das Artes Plásticas, do Teatro e do Cinema – testemunham a importância e actualidade deste tema na Língua Portuguesa.